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A CURIOSIDADE MATA O MUDA

Não, o gato não se chama Muda! Chama-se Stevens.

A nossa actividade de consultoria e formação leva-nos a muitas empresas e em todas encontramos pessoas que fazem o seu trabalho em modo automático, repetindo mês após mês as mesmas coisas. Nessas alturas penso quanto privilegiado sou pela autonomia que tenho e por poder questionar as coisas à minha volta. Acredito que para a maioria destas pessoas o trabalho seja um enorme fardo, uma obrigação inquestionável. E não falo apenas de pessoas em trabalhos menos qualificados pois encontramos muitos licenciados no mesmo regime de vida.

O oitavo muda refere-se ao potencial humano não aproveitado e eu acredito que este sozinho é superior que os sete mudas todos juntos. O contributo que cada um pode dar na criação de valor não depende do seu background académico mas sim das oportunidades que lhes damos em colaborar. Se Ken Robinson afirma que as escolas matam a criatividade eu digo que as organizações a enterram definitivamente (algumas) não dando sequer oportunidade que nos lembremos dela. Fazer diferente, fazer melhor e mais depressa na ausência de soluções criativas não é tarefa fácil, muitas vezes não é sequer possível.

A terceira geração do pensamento lean é orientada ao valor, não tanto ao muda como as duas anteriores gerações. Contudo, desperdício (muda) e valor andam de mãos dadas pois a ausência de um explica a presença do outro. Quer seja para a eliminação do muda quer para a criação de valor, a criatividade é um ingrediente essencial. Se as pessoas na sua Organização não têm condições para serem criativas então o combate ao desperdício é desmotivador e poderá ter um desfecho negativo.

Que podem as Empresas Lean fazer para semear de novo a criatividade nas pessoas e estas desenvolverem acções contra o muda e promoverem a criação de valor? Quem me dera ter uma resposta certeira para esta questão, mas não tenho. Posso sim, dar algumas pistas que espero ajudem a preparar o terreno para a criatividade pois estou totalmente convencido que a criatividade é um forte aliado contra os desperdícios em qualquer Organização e quantos mais contribuírem melhor.

Assim, as Empresas podem:

  • Despenalizar o "erro"pois quem tem medo de errar (falhar) não arrisca, não faz, não mexe, não propõe e não sugere;
  • Passar tempo com as pessoas - genchi genbutsu - reforçando laços e criando condições para que aqueles que passam os dias "presos" às máquinas possam contribuir com o conhecimento e experiência adquirida e lhes seja dada oportunidade de contribuírem sem receios de serem julgados;
  • Incentivar a criatividade no gemba lançando desafios, incentivando as pessoas a pensar "fora da caixa" através do trabalho em equipa e da rotatividade;
  • Aplicar ferramentas como a metodologia LSP, o Método Harada ou os "seis chapeus do pensamento" de Bono (uma das ferramentas usadas no modulo lean coaching da PLean Management.


Caro leitor, repare que todas estas são medidas low cost, estão ao alcance de todas as organizações e nós na CLT Services temos o know-how, as ferramentas e a experiência para as implementar.

A criatividade é um dom que nos é atribuído à nascença e que nos ajuda a descobrir o mundo nos primeiros anos de vida. A escola e o trabalho afastam-nos dela, mas isso não quer isto dizer que a criatividade está para sempre perdida. Mesmo no mais agreste deserto pode acontecer o milagre da vida, basta que as condições para tal se reúnam.

Por fim, para responder à pergunta inicial, sim a criatividade mata o muda.

03 Fev, 2017
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