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A Evolução do Lean (Parte II)

Parar no Tempo (Parte 2 de 3)

Na primeira parte deste artigo abordamos de forma sucinta a origem e evolução da filosofia Lean. Quis fazê-lo para dar ao leitor a noção de que o Lean “não nasceu ontem” e que não é uma distração ou moda passageira.
 
É um paradigma de gestão, que revolucionou a forma como gerimos pessoas, processos e recursos.

Quando Henry Ford introduziu as linhas de montagem em série deu origem a uma revolução industrial que não terá fim. É necessário entender que, sempre que um avanço desta ordem ocorre, a reação natural é encarar a inovação de forma apreensiva, duvidando dos seus benefícios, no entanto, o passado provou-nos que Henry Ford estava de facto correto e que nada foi igual após a introdução das suas metodologias.

Como sabemos o pensamento Lean iniciou-se no ramo automóvel tendo, desde então, expandido para a produção, construção e até para área dos serviços: desde as finanças até à saúde. Cada uma destas áreas tem organizações exemplares que, com a adoção do Lean, redefiniram o que é possível alcançar em termos de qualidade, custo, na inovação e desenvolvimento de novos produtos e áreas de negócio.

Estas entidades visionárias, não perderam tempo nem aguardaram que o mercado as colocasse em risco para agir, tomando assim as rédeas do seu destino e provando uma e outra vez que o Lean resulta, desde que seja implementado de forma rigorosa e disciplinada.

A crise mundial dos últimos anos veio acentuar a pressão nas organizações, tornando visível problemas que outrora estavam escondidos por margens de lucro confortáveis mas irrealistas num mercado global. É um facto que muitas insolvências ocorreram devido a resultados líquidos não sustentáveis, com margens de lucro tão baixas que na prática pouco mais faziam do que “trabalhar para aquecer”, mas na verdade os valores insuficientes em vendas ou clientes, tem como diagnóstico a falta de inovação e capacidade de ouvir a voz do cliente.

Passaram-se quase 3 décadas desde que o “segredo” da Toyota se tornou público, no entanto, só uma baixa percentagem das organizações Portuguesas adotou o pensamento Lean, tendo deixado anos de melhoria e evolução “no fundo da gaveta”. Já pensou quantas falências não poderiam ter sido evitadas se a gestão não estivesse fechada sobre si própria e parada no tempo? Pois...

Se há coisa que podemos aprender com o passado é que nada é eterno, desta forma, torna-se urgente que as organizações nacionais que resistiram a esta última vaga de dificuldades, se preparem para um futuro ainda mais complexo e exigente e que iniciem uma longa mas revitalizante caminhada face a esta “inovadora” filosofia de gestão.

O atraso que a generalidade das organizações leva face ao que é hoje aplicado nas melhores e mais bem-sucedidas entidades nacionais e internacionais é alarmante, tal como a diferença entre pescar com uma cana de pesca ou numa embarcação de pesca especializada. 

Podemos uma vez mais ignorar este caminho, mantendo os métodos de gestão ultrapassados ou perceber que esta visão de gestão é em si a embarcação de pesca de última geração...
 
"One of the illusions of life is that the present hour is not the critical, decisive one." 
Ralph Waldo Emerson
 
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João Castro
ex-Consultor CLT Services

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07 Abr, 2016
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