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Lean e o medo da mudança

Mudança, uma só palavra capaz de resumir toda a filosofia Lean. Porquê? Consegue melhorar algo sem introduzir alterações? Pois…

A mudança é fundamental para o sucesso das organizações, sem ela correm o risco de ficar para trás, de serem esquecidas e ultrapassadas pela concorrência.

Mas afinal, porque temos nós e, mais concretamente, a gestão de topo das empresas e os seus colaboradores medo de mudar?

Faz parte da natureza humana recear o desconhecido, este pode trazer ameaças e surpresas desagradáveis, logo é mais seguro manter-se na sua zona de conforto, um estado psicológico em que a pessoa está familiarizada e sente que detém o controlo do meio que a rodeia, em que a incerteza e a vulnerabilidade são minimizadas. É neste estado que experienciamos baixos níveis de ansiedade e de stress, infelizmente, é também aqui que entramos em “piloto automático”, onde perdemos concentração e foco.

Devemos refletir na origem desta disposição humana a “acomodar-se” e a resistir a qualquer mudança que a retire do seu estado adormecido. O medo é algo natural e nasceu em todos nós, essencial para a nossa sobrevivência, faz-nos refletir antes de tomarmos uma decisão que pode colocar a nossa vida ou da nossa família em risco. No entanto, sabemos também que muitos medos não têm fundamento. Já imaginou se em criança não o tivessem ajudado a enfrentar os seus medos? Continuaria a ter medo do escuro, medo de andar de bicicleta, medo de atravessar na rua.

Já em adultos passamos por situações que nos colocaram em “bicos de pés”, ansiosos e stressados, mais tarde, contudo, conseguimos olhar para trás e rirmo-nos das situações que anteriormente temíamos.
 

É esta capacidade de resiliência e audácia que uma organização necessita desde a gestão de topo até ao chão de fábrica. Porém, é preciso ter consciência que as pessoas não são todas iguais. Há aquelas que aceitam a mudança com naturalidade e aquelas que veem a mudança com descrédito e tudo fazem para não alterar a sua rotina (muitas vezes com décadas de “treino”). É nas últimas que devemos focar a atenção, esclarecendo as razões que conduziram à mudança, ouvindo os seus receios e frustrações, assegurando sempre que é normal no início as coisas não correrem bem, tentando assim baixar os níveis de ansiedade e desconforto. Por fim, é essencial ajudar a pessoa a integrar e a compreender a nova dinâmica e incentivá-la a promover a partilha do conhecimento e experiência adquirida de forma a facilitar a aceitação por parte dos demais colegas.

Tão importante como as ferramentas Lean é a capacidade de lidar e de motivar equipas a abraçarem a mudança de braços abertos, sem medo de errar e com a certeza que as únicas limitações que existem são as que impõem a si próprios.
 
“Progress is impossible without change,
and those who cannot change their minds cannot change anything.“

George Bernard Shaw
 
1ª imagem:
http://politicalhumor.about.com/od/politicalcartoons/ig/Tea-Party-Cartoons/Fear-of-Tea.htm

 
2ª imagem:
http://10minutehr.com/wp-content/uploads/2013/09/Virginia-Satir-change_process-by-Michael-Erickson.gif
 
 
João Castro
ex-Consultor CLT Services

consulting@cltservices.net
936 000 079/88 | 223 277 835
10 Mar, 2016
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