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PORTUGAL JÁ TEM UMA META ! E AGORA ?? Uma análise aplicando a Teoria das Restrições, parte II

No post anterior (se não leu, consulte agora para não perder o contexto) ficou sugerida ou melhor definida a META para Portugal, seguindo a lógica da Teoria das Restrições, que considera que todos os sistemas mesmo os mais complexos devem ter uma Meta ou objectivo último. No caso de Portugal essa Meta é …
“Maximizar o PIB, ou a riqueza nacional, hoje e no futuro”

Como referi compete aos políticos dar corpo e liderança a este objectivo que deve orientar o esforço de melhoria dos portugueses, toda a sua focalização em algo que deverá ser comum a todos nós e por que valha a pena lutarmos.

Mas e agora, o que fazer? … So What?

Tal como em qualquer organização a Meta para ser alcançada depende duma cadeia mais ou menos complexa de objectivos intermédios sem a qual é apenas uma declaração, ainda que boa, de intenções.

Vamos por isso apresentar uma forma mais fácil de lidar com um problema complexo e desenvolver um diagrama ou Mapa de Objectivos Intermédios (Mapa IO) para Portugal. Este mapa é um documento de alto nível (pois as entidades que o compõem estão próximas da Meta, o objetivo último) que apresenta a Meta em função dos principais objetivos ou milestones e é constituido por dois patamares principais.

Um primeiro patamar imediatamente abaixo da Meta, corresponde ao conjunto de Fatores Críticos de Sucesso ou FCS’s que são elementos sem os quais dificilmente o sistema (Portugal) poderia alcançar ou aproximar-se da sua Meta.

Um segundo patamar de entidades relacionadas com os FCS’s em termos de causalidade corresponde às chamadas Condições Necessárias (CN’s) que são entidades causais que contribuem para a existência dos FCS’s.

Resumindo o Mapa IO tem, a Meta no topo e ligado a ela um conjunto de Factores Críticos de Sucesso, que por sua vez dependem de várias Condições Necessárias.

Por uma questão de eficácia o nº de FCS’s é limitado e o nº de CN’s para cada Factor (FCS) também. Esta situação não é absoluta mas existe um número relativamente pequeno de FCS’s em qualquer organização e por sua vez estes dependem dum número também limitado de outras causas (CN’s). Adicionar muitos fatores só vai complicar a análise e acrescenta relativamente pouco à análise global. Por isso a seleção dos FCS's deve ser criteriosa e bem pensada, e constituir uma abordagem estratégica na forma de alcançarmos o objetivo final.

Este exercício deve ser efetuado em grupo, vamos supôr por alguém que conhece bem o sistema em estudo (Portugal) e no caso presente poderia e deveria ser efetuado pelos políticos (pelo Governo mais concretamente, que é quem tem o poder de decisão). No entanto um grupo de trabalho que reunisse não só governo como partidos de representação parlamentar e representantes dos principais grupos de pressão da sociedade seria o ideal. Este é um exercício que necessita de um largo espectro de opiniões pois representa o que o País deve conseguir alcançar para obter ou aproximar-se da sua tão desejada Meta.

Como para o presente caso um grupo como o referido não foi possível ter, mas pedi opiniões a variadas pessoas tendo consultado inúmeras referências, tendo a obra recente do Jornalista José Gomes Fereira, “O Meu Programa de Governo” merecido um lugar de destaque.

Do exercício de branstorming cheguei às seguintes entidades (Fatores Críticos de Sucesso):



A interligação entre os FCS’s e a Meta está ilustrada no Mapa IO simplificado (abaixo) e que representa o primeiro nível dos milestones mais próximos da Meta. De referir que estas entidades têm de existir para que a Meta também exista é necessário que assim seja, e por isso este Mapa é considerado um diagrama de condição necessária.

Se efetuarmos agora uma leitura deste Mapa IO teremos então:

“Para obtermos a Meta é necessário que possamos ; Ter uma População mais Competente (FCS 1) - e também é necessário,  Ter uma Sociedade mais Criativa/Inovadora (FCS 2) - e também é necessário, Ter organizações mais competitivas (FCS 3) - e também é necessário  … , Ter um Regime Político estável (FCS 7)“

Estes fatores são independentes uns dos outros em termos lógicos embora existam relações de causalidade entre eles (a tracejado). Estas relações também se podem ler da seguinte forma, exemplificando com o FCS 6.

“Para Cumprir os compromissos nacionais (FCS 6), necessitamos; Ter um Estado com menos Desperdícios (FCS 4), e também necessitamos de, Ter Organizações mais competitivas (FCS 3) e também necessitamos de, Ter um Regime Político estável (FCS 7). ”


 

A definição do Mapa IO é importante nos próximos passos a dar no sentido de termos uma abordagem global e sistémica aos problemas e soluções para Portugal.

Se quer saber mais sobre o detalhe deste Mapa IO para Portugal que integra também as Condições Necessárias, contacte-me (cristovl@hotmail.com) para o  enviar (este Mapa é demasiado complexo p/ ser reproduzido aqui).

Se pretende saber e conhecer melhor a Teoria das Restrições e as potencialidades únicas que tem em termos de análise e procura de soluções criativas para problemas sistémicos, informe-se e inscreva-se no MBA – ToC desenvolvido pela CLT Services e coordenado por mim em :
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Bibliografia:

- Ferreira, José Gomes, "O Meu Programa de Governo", Ed. Leya Livros D'Hoje, 4ªed. 2013

Importante - Nota do Autor:

Este é um trabalho experimental que iniciei com "Qual o FOCO para Portugal" . Se há um mês atrás me perguntassem qual o FOCO que Portugal devia ter e pior qual a sua Meta e quais os seus Fatores Críticos de Sucesso confesso que não faria a menor das ideias. Até que começo a pensar, (afinal a conjuntura política assim nos obriga), em termos dum sistema e recorro à metodologia que conheço que melhor trata os problemas de sistemas complexos, a Teoria das Restrições. Não tarda que as coisas se comecem a clarificar de tal forma que mesmo num sistema tão complexo como Portugal, tudo de repente começa a fazer sentido. Isto não invalida o enorme desafio que é esta análise que irá até à raiz dos problemas, aos conflitos que estão por detrás desses problemas e à proposta e enquadramento das soluções. Existem muitas mas não existe um tratamento lógico de causa-efeito em nenhuma das análises que já tive oportunidade de ver. Pretendo então demonstrar duma forma simples as possibilidades e potencialidades do uso de metodologias sistémicas de melhoria (como a ToC) aplicadas a sistemas complexos (Portugal). Estas metodologias estão assim bem longe da ideia de que só têm razão de existência na Indústria ou num número reduzido de Serviços. Por tudo isto, qualquer sugestão de melhoria ou comentários são pois bem vindos.

Obrigado,

Luís Cristóvão
(https://www.linkedin.com/pulse/portugal-j%C3%A1-tem-uma-meta-e-agora-an%C3%A1lise-aplicando-teoria-cristovao?trk=mp-author-card)

24 Mar, 2017
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