O Poder dos dados nas Empresas | onde entra o Seis Sigma?

Carlos Neves, Formador e Consultor

CLT Services

Edward Deming, disse um dia que, “Sem dados, somos apenas mais uma pessoa com opinião”  

Uma cultura analítica contribui de forma significativa para o sucesso de um negócio, incluindo um contributo fundamental para a Inovação.

Se olharmos para o que tem sido o mundo dos negócios nos últimos anos, ficamos com uma ideia clara de quão valiosos os dados se tornaram, levando mesmo, a que muitos afirmem que os dados são o petróleo do sec. XXI.

Estima-se que sejam gerados 2,5 exa bytes de dados diariamente. Não há dúvida nenhuma que estamos em plena era do Big data. Perante este cenário, devemos colocar uma questão:
Ter dados, ou uma quantidade significativa de dados, garante sucesso de um negócio?

Não! Tal como o petróleo, os dados têm de ser refinados!

Ter dados e não sabermos transformar os mesmos em informação útil, é puro desperdício. Um estudo recente, revela que 63% das empresas não consegue obter insights de big data. Um outro relatório afirma que, entre 60% a 73% dos dados recolhidos nunca são utilizados para análise.

Os dados são o fundamento de qualquer decisão, e essenciais em vários campos, nos negócios, na ciência, na saúde, no bem-estar ou na tecnologia.  Os dados comandam as decisões!
Nas organizações devemos adotar um pensamento estatístico. Pensamento esse que nos permite visualizar os nossos processos!
Qualquer profissional, face a situações de diagnóstico, necessita de dados. Os dados são a matéria bruta que precisa ser refinada.

Dessa forma, como buscamos valor nos dados?  

Através de imagens, construídas a partir dos mesmos, e que nos permitam ter entendimento sobre os processos.

E qual é a maior dificuldade? 

Saber como extrair estas informações.
Apesar da quantidade de dados que atualmente estão disponíveis, em vez de análise de dados, fazemos muitas contas e muitos cenários, que não produzem qualquer tipo de informação útil.

A recolha apropriada de dados, permite-nos efetuar visualizações dos processos. Saber o tipo de dados que temos é bastante importante uma vez que:

– Determina a escolha das ferramentas de análise 
– Dita a quantidade de dados necessários 
– Providencia informação acerca da performance atual e histórica 

As empresas estão repletas de tecnologias que providencim dados de forma constante, e, em quantidades elevadas, mas não têm quem, de forma especializada, reúna e separe a informação de forma a acrescentar valor.

Quando estamos perante um problema e olhamos para dados, temos de ter um propósito, o propósito de descobrir o que se passa, de, com o suporte dos especialistas do processo, encontrar pistas.
Mas para isso é necessário passar por um processo de aprendizagem, perceber que, ao olharmos para dados, podemos identificar tendências, podemos construir padrões, podemos formular hipóteses, e dessa forma construir um entendimento sobre o problema.

O que são dados? É preciso ter uma noção clara do que são e do que nos permitem fazer!

Dados são medições e observações que recolhemos e usamos para descrever, entender, otimizar ou controlar alguma coisa, como por exemplo, um processo.

E porque medimos? 

Se não podermos medir um processo com exatidão, não saberemos o suficiente acerca dele, não podemos ter controlo sobre ele, e dessa forma ficaremos à mercê da sorte!!!!

Os dados apresentam muitas vantagens: 

1) Providenciam entendimento  
2) Permitem melhorar o desempenho  
3) Suporte à inovação  
4) Melhoria da eficiência  
5) Melhorar a experiência do cliente  

Onde entra o Seis Sigma

O Seis Sigma é apresentado, genericamente, como uma métrica ou uma metodologia, mas as organizações de excelência que o usam, tornaram-no num sistema de gestão.

O Seis Sigma como “melhor prática” é muito mais que uma métrica e um conjunto de ferramentas de resolução de problemas.
Ao mais alto nível, o Seis Sigma foi desenvolvido como um sistema de gestão para a melhoria continua dos negócios, com foco em quatro áreas:

• Compreender e gerir os requisitos do cliente
• Alinhamento dos processos chave para atingir esses requisitos
• Utilização de análise de dados rigorosa para entender e minimizar a variação dos processos chave
• Impulsionar melhorias rápidas e sustentáveis nos processos de negócio
O sistema de gestão baseado no Seis Sigma, é robusto, e desenvolvido para guiar qualquer organização a iniciativas de melhoria de desempenho em qualquer área. Algo que suscita sempre duvidas, é onde podemos utilizar Seis Sigma, pois, podemos utilizar em qualquer área ou em qualquer negócio. Desde que tenhamos um processo e conseguirmos medi-lo, podemos utilizar Seis Sigma.

Um dos pilares do sistema de gestão Seis Sigma é a aplicação de princípios científicos para gerir negócios. É a abordagem data-driven do Seis Sigma.  A influencia do pensamento científico, a crença de que métodos científicos podem resolver problemas de forma efetiva e a aceitação de que as decisões baseadas em dados factuais contribuem de forma decisiva para o sucesso da gestão.

Numa abordagem deste tipo, os líderes assumem uma posição clara, “todos os processos variam”.  E essa variação pode ser controlada, através da identificação e remoção das fontes de variabilidade. A essas fontes chama-se “Causas-raiz”

Existem princípios básicos da ciência que sustentam a crença de que as causas-raiz podem ser corrigidas para melhorar os processos. Esses principios são:

• Todas as falhas nos processos têm uma ou mais causas-raiz
• Os processos não são aleatórios ou caóticos.
• As ferramentas de análise e a razão conseguem extrair dos processos, eventos complexos, além da descoberta das causas-raiz
• A maioria, senão a totalidade das causas-raiz subjacentes aos problemas nos processos, podem ser controladas de forma a uma gestão da sua natureza e ocorrência e permitir uma melhoria da performance dos processos.

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