Todas as manhãs, em milhares de empresas industriais portuguesas, surge a mesma questão: “Que encomendas processamos primeiro?” Esta decisão, aparentemente simples, pode significar a diferença entre cumprir prazos ou perder clientes, entre equipamentos parados ou sobrelotados, entre custos controlados ou inventário excessivo.
O scheduling (programação: sequenciamento e calendarização) representa a última etapa antes da execução – o momento onde planeamento se transforma em acção. É aqui que se define quando e em que ordem os recursos serão utilizados para gerar valor.
SCHEDULING: Muito mais do que “first come, first served”
Contrariamente ao que muitos gestores de operações assumem, seguir simplesmente a ordem de chegada dos trabalhos (FCFS – first come, first served) raramente é a solução óptima. Existem regras de sequenciamento cientificamente testadas que podem reduzir drasticamente:
AS CINCO REGRAS DE SEQUENCIAMENTO ESSENCIAIS
Embora estas regras de sequenciamento sejam poderosas, a realidade industrial é mais complexa:
É aqui que entra a Theory of Constraints (ToC, módulo 7 do MBA) de Goldratt que nos diz que “uma hora perdida num bottleneck é uma hora perdida por todo o sistema. Uma hora poupada numa operação não bottleneck é uma miragem.”
Princípio Drum-Bu)er-Rope:
EXEMPLO: OFICINA METALOMECÂNICA
Imagine uma oficina que recebe cinco encomendas numa segunda-feira às 8h00:

Sequência FCFS: A-B-C-D-E
Sequência SPT: C-E-B-A-D
Resultado: Com uma simples mudança na ordem de execução das encomendas, reduzimos o tempo médio no sistema e melhoramos significativamente o cumprimento de prazos – sem investir um euro em novos equipamentos ou pessoas!
DESAFIO PRÁTICO
Assuma que é gestor de operações numa empresa que fornece componentes para a indústria automóvel. Tem quatro trabalhos urgentes aguardando processamento num centro de maquinação CNC.
Dados:

Perguntas:
APLICAÇÃO EM AMBIENTES DE SERVIÇOS
O processo de scheduling não é exclusivo da indústria. Considere estes exemplos:
CONCLUSÃO
Programação das operações ou scheduling não é apenas sobre organizar listas de trabalhos. É sobre:
A diferença entre empresas de classe mundial e as restantes não está apenas na tecnologia – está na capacidade de coordenar eficientemente o que já têm.
MBA EM GESTÃO DE OPERAÇÕES
No MBA em Gestão de Operações, desenvolvemos competências de programação através de: • Fundamentos teóricos sólidos (MRP e ToC);
